Implementação das Estratégias

Por Sandra Elisabeth

Desenvolver as estratégias empresariais é algo comum nas empresas e a maior parte delas o faz ou atualiza anualmente.

Porém, já ouvimos muitas vezes algo do tipo “papel aceita tudo” ou ainda “no papel tudo fica bonito”.

Isto acontece porque muitas vezes o planejamento vira um grande documento filosófico com sonhos e desejos da empresa ao invés de um plano com o que e como deve ser feito.

É claro que existem diversas ferramentas que auxiliam neste processo de implementação, como 5W2H, Balance Scorecard, Plano de Ação, entre outras.

Independente da ferramenta que o empreendedor resolver utilizar, dois pontos são muito importantes aparecerem no planejamento estratégico: o que será feito e como será feito.

Eu costumo orientar os empreendedores a subdividirem o objetivo em várias pequenas metas que devem ser alcançadas semanalmente, (isso facilita inclusive o acompanhamento e o ajuste depois), logo abaixo da meta, escrever o que deverá ser feito: ligações, envio de e-mails, propagandas em redes sociais, construção de uma nova fábrica, compra de uma máquina, enfim, O Q U E?

Na sequencia é necessário descrever o “como” será feito, em um formato de passo a passo mesmo, deixando clara cada uma das etapas.

Por exemplo, se um dos objetivos semanais for aumentar o número de acessos do site da empresa, podemos ter o seguinte formulário:

Eu escolhi o exemplo acima propositalmente, pois, percebo que quando o “O QUE” se trata de contratação de terceiros algumas empresas não definem os passos a serem seguidos.

O problema é que muitas vezes, a empresa fica descontente com o terceiro contrato e o culpa pelo insucesso da ação! Quando na verdade o erro foi interno, pois a própria empresa não definiu ao certo o que e como era para ser feito.

Muitos de vocês podem sentir falta de outros itens, como prazos, valores, responsáveis, etc. e é claro que quanto mais informação e detalhamento tiver, melhor!

De qualquer maneira, o mínimo, para que um planejamento estratégico seja implementado é a definição destes pontos, por objetivo! Sempre, por objetivo! Caso contrário o plano se transformará em uma mera declaração de intensões.

Os propósitos empresariais

Por Sandra Elisabeth

Todos nós temos propósitos de vida, inclusive as empresas!

Mesmo aqueles que não extrapolam, escrevem ou dizem em voz alta seus propósitos, os têm! Isto porque nossas atitudes deixam transparecer quais são estes propósitos de vida que temos.

E como afirmado no primeiro parágrafo, com as empresas ocorrem a mesma coisa.

A diferença, é que as empresas expressam seus propósitos em formato de Missão e Princípios. E em alguns casos, deixam também transparecer em sua Visão.

Muitos autores de teorias de planos de negócios afirmam que é importante começar o planejamento com a definição da Missão, Visão, Princípios e Valores, o que significa dizer que antes de começar um empreendimento é necessário estabelecer o propósito dele e onde deseja chegar!

Nos modelos de planejamento ágeis, como Business Model Canvas, esta etapa não aparece explícita no quadro, porém compreendendo agora que a Missão está relacionada ao propósito do empreendimento, podemos afirmar que ao finalizar os nove (9) quadrantes do Canvas é possível compreender o propósito do empreendimento.

De qualquer maneira, é importante deixar a Missão escrita, visível para todos conhecerem! Esta exposição da Missão auxilia a empresa à contratar e reter talentos, já que é possível para estes identificar se os propósitos da empresa combinam com os seus propósitos pessoais.

A Visão é uma conclusão do propósito, já que se o propósito for seguido a recompensa é atingir os objetivos e metas da empresa.

Todo propósito é apoiado por Princípios e Valores, que mostram os limites, até onde se pode ir em busca da realização do propósito.

Sendo assim podemos afirmar que todas as empresas, independente de ter ou não um quadro bonito na parede com os dizeres, têm uma Missão, Visão, Princípios e Valores, ou seja, tem um propósito a seguir!

E você, já definiu o propósito do seu empreendimento?! Este propósito combina com o seu propósito pessoal?!

A importância da Análise de Ambiente para o Planejamento Estratégico

Por Sandra Elisabeth

Vivemos no mundo do constante movimento! O que era certo ontem hoje já está errado e é substituído por uma nova teoria.

Este movimento todo trás diversas dificuldades para o planejamento estratégico de uma empresa, principalmente porque os planos são geralmente estáticos, estudados e baseados em uma possibilidade de futuro, que caso não exista, o planejamento deixará de fazer sentido para a empresa.

Ora, se as mudanças são tantas, como fazer o planejamento estratégico? E mais, como elaborar um plano que sirva de embasamento para tomadas de decisões diárias, mantendo-o como uma ferramenta confiável de controle?

Eu gostaria de dizer que é simples, mas não é bem assim! A melhor saída nestes casos é realizar uma Análise de Ambiente ampla e de curto prazo.

É isso mesmo, CURTO PRAZO!

O empreendedor precisa analisar e observar todo o ambiente em sua volta, verificar quais são as oportunidades e identificar as ameaças, para os próximos seis (6) meses, e quando o tempo acabar, fazer uma nova análise.

Foi-se o tempo do plano de negócios para cinco (5) anos e deu-se lugar para as metas de longo prazo, subdivididas em pequenas metas de curto e médio prazo, com planejamentos específicos para cada uma delas.

Uma Análise de Ambiente bem feita estuda e observa o que está acontecendo na economia do país, do continente, dos parceiros comerciais do país e do mundo. E a mesma regra vale para a análise de todas as outras variáveis: social, ambiental, política, legal, tecnológico, cultural e demográfico.

Esta expansão da análise auxilia os empreendedores a compreenderem o que poderá impactar o empreendimento nos próximos meses e já deixar o planejamento estratégico pronto para isto.

É claro que nem tudo é 100% previsível, mas este será assunto de um outro artigo!

Nos atentemos que além de olhar para fora da empresa, para as variáveis que não podemos controlar, é importante conhecer bem os clientes, os concorrentes, os fornecedores e as regras às quais a empresa deverá se submeter e claro, saber o que acontece dentro na empresa, em sua linha de produção, com suas vendas, finanças e também com seus colaboradores.

Todas as informações colhidas durante a Análise de Ambiente podem ser apresentadas em formato de Análise SWOT, onde as variáveis externas, as quais a empresa não tem controle, são classificadas em oportunidades ou ameaças e as variáveis internas, as quais a empresa tem controle, são classificadas como pontos fortes e fracos.

O mais importante nesta análise é observar que tudo o que é externo à empresa impacta à todos no mercado, inclusive os concorrentes! Isto significa que o maior esforço deverá ser para aproveitar as oportunidades e não diminuir as ameaças!

Entenda que conhecer as ameaças é importantes, mas gastar tempo e recurso tentando neutralizar as ameaças pode ser prejudicial, já que outros poderão estar investindo em formas de se aproveitar as oportunidades primeiro.

Quando se trata dos pontos fracos, é necessário verificar o que dá para ser feito e o que ainda não é possível fazer! Resolver os problemas internos de uma empresa é muito importante, porém, mais importante é manter a empresa faturando e para isso será necessário utilizar todos os pontos fortes em prol do aproveitamento das oportunidades.

Ao finalizar uma Análise de Ambiente, todas as informações são enviadas para o planejamento estratégico que as utilizará como embasamento para a definição das ações a serem feitas pela empresa.

E o mais importante, uma Análise de Ambiente nunca está finalizada, ela deve ser revisada a cada seis (6) meses, lembra?! Portanto, assim que finalizamos uma análise iniciamos uma outra, até para saber se o que foi realizado ainda está válido no mercado.

Deixo aqui a indicação de um outro artigo sobre o assunto, que explica o passo a passo para a elaboração da Análise SWOT e como interpretá-la corretamente: http://sandraelisabeth.com.br/descobrindo-oportunidades-usando-a-analise-de-ambiente/

Lembrem-se que independente do modelo de planejamento que estejam executando, conhecer o mercado é essencial para o sucesso de qualquer negócio!

Lançado meu 2º livro: Planejamento estratégico lean: Lean Startup no Brasil

Queridos amigos, tenho uma ótima notícia!

Meu segundo livro, escrito junto com meu amigo Calado acaba de ser lançado internacionalmente e já está disponível na Amazon!!!

O segundo livro chama-se Planejamento estratégico lean: Lean Startup no Brasil, disponível nas versões português e inglês e foi editado pela Editora Global South.

Pretendemos realizar pelo menos 3 eventos intitulado “Planejamento lean: lean startup para sua empresa”, um em Sta. Bárbara D’Oeste, um em Campinas e outro em São Paulo; onde eu e alguns outros palestrantes e parceiros conversarão sobre planejamento estratégico e os desafios de se empreender no Brasil. Além é claro, de gerar networking para os empreendedores e autografar os livros!

Estamos definindo datas junto à editora e parceiros.

Em breve, enviaremos convites a todos com as datas e horários do evento em cada cidade.

Espero vocês!!!!!

 

 

Porque nem sempre a implantação das estratégias dá certo

Já ouvi muitos empreendedores iniciantes e empresários de carreira afirmando que “tudo fica lindo no papel, mas que no mundo real não dá certo!”.

Alguém aí já se perguntou por que isso acontece?

Bom, eu já! E confesso que no inicio também acreditava que a verdade era essa e que não havia nada a ser feito.

Porém, se essa é a única verdade porque ainda perdemos tempo planejando? Porque tantos autores escreveram livros e livros falando da importância de se colocar as ideias no papel para que elas virem realidade? Será que é tudo enganação?

Não é enganação! O problema de não conseguirmos colocar em prática o que está escrito no papel e, portanto não alcançar as metas ali inseridas é em grande parte devido a nossa falta de competência.

É isso mesmo! Por vezes desenvolvemos planejamentos estratégicos que nós mesmos não conseguimos cumprir… E o que nos falta para ter a competência necessária é capacitação!

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