A necessidade e os desafios da mudança organizacional

Por Sandra Elisabeth

A maioria das pessoas não gosta de mudanças! Prova disto é que sempre fazemos os mesmos caminhos do trabalho para casa; sentamo-nos no mesmo lugar da mesa para os almoços em família; dormimos no mesmo lado da cama, até mesmo em hotéis durante as férias!

Fonte: Gerado com IA ∙ 8 de agosto de 2024 às 9:47 AM

Mudar realmente é difícil para a maior parte das pessoas, mas também é difícil para as empresas, afinal, estas são compostas por pessoas.

Mesmo não gostando ou tendo dificuldades para mudar, mudanças são necessárias para o contínuo crescimento dos negócios, já que há diversas forças que impulsionam para isto, tais como as mudanças na natureza da força de trabalho, que está cada vez mais capacitada e questionadora dos modelos antigos; a tecnologia, com computadores mais rápidos, inteligência artificial, internet das coisas, tornando as tarefas mais rápidas de serem realizadas, mas também mais numerosas; as alterações econômicas, mercadológicas e sociais, com aumento de inflação, desvalorização do real, mudanças no perfil de consumo, mudanças políticas internacionais; e se não bastasse tem-se ainda o aumento da concorrência causada pela globalização e consolidação do comércio eletrônico, além das fusões e consolidações empresariais que tornam empresas concorrentes até então pequenas em gigantes!

Empresas que não conseguem acompanhar as mudanças impostas pelo mercado tendem a fracassar cada vez mais rapidamente nos dias de hoje.

Para evitar que isto aconteça é necessário planejar a mudança, ou seja, se antecipar á ela de maneira intencional e orientada para resultados.

A mudança planejada tem como objetivos melhorar a capacidade da organização em se adaptar as mudanças em seu ambiente e mudar o comportamento dos colaboradores, para que respondam as novas estratégias com maior desempenho.

Nem sempre a mudança irá implicar em uma modificação fundamental nas convicções adotadas pelos membros da organização em relação ao mundo ou em como a empresa pode melhorar seu funcionamento, as vezes, trata-se apenas de uma alteração de layout para melhorar a circulação de mercadoria, o uso de um novo software de gestão ou até mesmo a contratação de outro restaurante para fornecimento de refeições.

Em casos simples como este, dificilmente encontra-se grandes resistência por parte dos colaboradores, e rapidamente toda a equipe já está envolvida e adaptada.

Porém, nos casos de mudanças multidimensionais, multiníveis, descontínuas e radicais, que envolvam a redefinição das convicções sobre a organização e o mundo no qual ela se insere, haverá sim, muita resistência, pois são grandes alterações, como por exemplo, implementação do Lean Manufacturing ou outra tecnologia de gestão, desenvolvimento de um novo canal de vendas, reestruturação de equipes, entre tantas outras.

Existem diversos motivos que levam à resistência a mudanças, podendo ser pessoais, como simples hábito, segurança em conhecer o processo antigo, fatores econômicos ou medo de não se adaptar e perder o emprego e o processamento seletivo de informações, quando o indivíduo não compreende o todo da mudança e passa a acreditar apenas no que ele próprio entendeu!

Além dos motivos pessoais, há também os organizacionais, como a inércia estrutural, que impede mudanças rápidas em empresas que são muito grandes ou burocráticas, foco limitado de mudança com a crença de que o que está acontecendo fora das empresas não irá atingi-la em algum momento, a inércia de grupo quando um diretor espera do gerente uma proposta de mudança, e o gerente aguarda o seu diretor solicitar uma nova estratégia, e ninguém age proativamente. Mesmo a ameaça à especialização, as relações de poder ou à alocação de recursos estabelecida, por acreditar que é a melhor em determinado setor, e que seu status quo não irá mudar ao longo do tempo.

Existem diversas maneiras de superar a resistência as mudanças, porém, as quatro mais indicadas são:

  • Comunicação: a direção explica sobre a necessidade e objetivos da mudança, que auxiliando na compreensão da equipe sobre o assunto.
  • Educação: treinamentos e capacitações para que os colaboradores compreendam o PORQUÊ mudar.
  • Participação: envolver os colaboradores no processo de tomada de decisão, pois é difícil alguém ser resistente quando participou da decisão de mudança.
  • Facilitação e apoio: a depender da mudança é válido o aconselhamento e terapia para os colaboradores, principalmente quando estas envolvem eliminação de cargos e realocação de tarefas.

Independente da estratégia utilizada para buscar a redução da resistência à mudança, qualquer uma delas é aplicável apenas quando a mudança é planejada!

Mudar sem se planejar é “apagar incêndio” no dicionário vulgo da administração, ou seja, após tudo ter dado errado a empresa resolve mudar, e nestes casos, poderá não haver tempo para comunicar, educar, participar ou facilitar, sobrando apenas a negociação com os colaboradores que forem mais resistentes à mudança.

Relação da gestão do conhecimento com desempenho organizacional

Por Sandra Elisabeth

Fonte da Imagem: Gerado com IA ∙ 2 de agosto de 2024 às 6:05 PM

A principal relação entre conhecimento e desempenho organizacional é que quanto mais conhecimento houver, melhor será o desempenho de uma empresa!

E o motivo é bem simples, o desempenho é o resultado do trabalho da equipe, que será melhorado sempre que esta tiver qualificação e informação suficientes para a tomada de decisão.

Ambos, qualificação e informação, requerem conhecimento!

Para qualificar um colaborador é necessário treiná-lo, desenvolvê-lo, fornecer informações sobre como realizar determinada tarefa, muni-lo de conhecimento para negociar com clientes, capacitá-lo para realizar o trabalho na empresa.

As informações podem vir de fora ou de dentro da empresa, e requerem uma análise crítica de dados internos e externos para que se tornem úteis à tomada de decisão, afinal, informação gera conhecimento.

O desempenho organizacional pode ser desdobrado, principalmente em:

  • Desempenho financeiro: resultado da estratégia da área financeira,
  • Desempenho mercadológico: resultado da estratégia da área de marketing,
  • Desempenho produtivo: resultado da estratégia da área industrial
  • Desempenho humano: resultado da estratégia da área de gestão de pessoas

A palavra desempenho significa realização, posta em marcha, ou seja, tornar real o que antes era idealizado, planejado ou almejado, é a realização do trabalho previamente planejado, organizado e liderado, para então ser avaliado de acordo com determinados padrões ou indicadores.

Para que se obtenha o desempenho esperado é necessário, portanto, que as empresas especifiquem em suas estratégias o que será considerado como “bom desempenho”.

A gestão do desempenho organizacional é decidida, organizada e liderada pelos líderes do nível estratégico, no nível tático as decisões dos líderes são transformadas em planos e ações e no nível operacional os executivos lideram as equipes de colaboradores incumbidas da execução das atividades e tarefas necessárias ao alcance dos múltiplos objetivos organizacionais, sejam eles estratégicos, táticos ou operacionais.

Usando o Oceano Azul no Planejamento Estratégico

Por Sandra Elisabeth

A estratégia do oceano azul x oceano vermelho foi desenvolvida por W. Chan Kim e publicada em 2004 no livro “A estratégia do oceano azul”. Até hoje, poucas empresas utilizam esta “filosofia” no desenvolvimento de seus planos.

O preceito do oceano azul é “atacar” mercados que ainda não foram explorados, que não possui concorrentes. Ora, isto tem uma ligação muito grande com a metodologia lean startup e lean innovation.

No lean startup descobrimos a coisa certa a se criar e que os clientes pagarão para ter! Geralmente, estamos falando de produtos inovadores, que atendem uma necessidade ou desejo que não foi ainda explorada pelo mercado, ou seja, ainda não há concorrentes.

Até aqui, tudo bem! Mas e quando a empresa já existe, já atua no mercado, como encontrar este “oceano azul”, e mais como saber se o cliente realmente está neste “oceano azul”?

A seguir um passo a passo simplificado para que você empresário e empreendedor, consiga chegar nesta resposta:

Este diferencial vai te mostrar o caminho do “oceano azul”; ajudará a definir os próximos passos e também quais inovações você precisa desenvolver para ficar à frente de seus concorrentes.

Não se engane, se você fizer mais do mesmo, as mesmas coisas irão acontecer. Então é necessário inovar. Só não podemos inovar no que os demais já fazem muito bem, ou no que o cliente não precisa!

Por isso, fazer esta análise ajuda a definir o melhor caminho, com menos risco envolvido.

Efetivamente é uma análise difícil de ser feita e que precisa acontecer constantemente, afinal seu concorrente não está parado, ele está sempre em movimento e se você parar será engolido por ele! E infelizmente, foram estas dificuldades e necessidades de constância que fizeram com que a estratégia do oceano azul fosse deixada de lado pelas empresas.

Os concorrentes e o planejamento estratégico

Por Sandra Elisabeth

Alguns autores afirmam que empresas que não se planejam terão concorrentes que farão isto por elas!

Isto significa duas coisas:

1ª Que empresas que não tem planejamento irão perder mercado para os concorrentes;

2ª Que quando o planejamento for elaborado é necessário estudar o que os concorrentes estão fazendo!

Eu prefiro a 2ª opção que é fazer o planejamento e entender o que os concorrentes estão fazendo.

Com as redes sociais e sites onde os clientes podem reclamar de empresas têm ficado mais fácil compreender o que os concorrentes estão fazendo e com os buscadores do Google é possível também verificar o quanto sua marca versus a do concorrente é buscada nas redes.

Tudo isto traz informações que auxiliam o empreendedor ou empresário tomar decisões mais efetivas e eficazes relacionadas aos produtos que serão produzidos, aos processos de vendas e também em como será o treinamento da equipe.

Lembrem-se que a análise de concorrentes está contemplada na Análise Swot, porém de nada adianta ter informações e não elaborar estratégias que o façam ganhar mais mercado.

Talvez ainda, as informações que você consiga possam lhe gerar insights de aproximação com o concorrente, elaborando algumas parcerias que podem aumentar as vendas.

Isto é muito comum quando se trata de pequenas empresas do agronegócios, que nas vendas locais são concorrentes e se unem para atender o mercado internacional, trabalhando como uma única empresa!

O mais importante é conhecer o concorrente e definir um planejamento que te ajude a crescer e ganhar mercado e que ao contrário do que se acreditava no século passado ter concorrentes é muito bom, pois oxigena o mercado e expande as possibilidade de inovações.

Podcast Data Storytelling

Desta vez, foi Stéfano Carnevalli, um dos fundadores da Sýndreams Aceleradora e sócio na startup Simples Data Science, especialista em Data Storytelling que gravou um Podcast para a ação USF at Home da Universidade São Francisco.

Ele foi entrevistado por mim sobre o que é Data Storytelling e como contar a história dos dados.

 

Esta ação da Universidade São Francisco tem como objetivo levar informação e conhecimento aos alunos, ex-alunos e toda comunidade que segue a USF nas redes sociais.

Confira a seguir o o podcast: