Criatividade na Inovação

Por Sandra Elisabeth

Para inovar é necessário mudar! Não dá para fazer inovação sem mudança, pois se tudo está igual, não haverá nada de novo!

A simples mudança não significa inovação, mas não existe inovação sem mudança.

Da mesma forma, a inovação precisa de criatividade para acontecer, e a criatividade não é apenas um pensamento criativo, ela é a junção do pensamento criativo, com motivação e expertise.

O pensamento criativo é a ideia, a identificação de oportunidades não atendidas no mercado que podem se transformar em produtos e serviços inovadores.

A motivação é a vontade de transformar esta ideia em um protótipo, em uma invenção, fazendo com que o pensamento criativo se concretize.

E aqui mora um primeiro problema, pois como a motivação é intrínseca, quando se trata de empresas já consolidadas que desejam inovar, a desmotivação das equipes prejudica o desenvolvimento das inovações, reduzindo as possibilidades inclusive de novas ideias chegarem a ser discutidas pelos grupos de inovação empresarial.

É claro que quando se fala de startups, e inovações de empreendedor, a motivação existe, pois se trata de uma maneira desta pessoa empreendedora desenvolver algo que poderá ser grande, envolvendo em alguns casos até mesmo a realização de um sonho individual.

Portanto, motivação é um dos motores da inovação!

E por fim, a expertise, já que de nada adianta ter uma ideia e estar motivado, se os envolvidos não sabem como fazer para que esta ideia se transforme em um produto ou serviço.

Em empresas já consolidadas esta é uma dificuldade rara, ou facilmente contornada, seja com o desenvolvimento de inovações abertas, ou mesmo com outras equipes internas, que podem deter o conhecimento necessário para transformar a ideia em invenção e após em inovação.

Já para startups este é um ponto problemático, pois em alguns casos, o empreendedor ou idealizador não detém conhecimento técnico-científico suficiente para construir o protótipo inicial e muito menos o produto e serviço completo.

Há casos que estes empreendedores até conseguem recursos financeiros com investidores para contratarem empresas ou outras pessoas para o processo de desenvolvimento, porém, com grandes riscos de seu projeto ser copiado ou mesmo melhorado e lançado por este terceiro antes mesmo da startup idealizadora.

Porém, na maioria das vezes, o que se percebe é o empreendedor desistir da ideia, por não conseguir colocá-la em prática.

Em resumo, a criatividade é um fator importante para inovação, sendo esta criatividade estabelecida pelo pensamento criativo, motivação e expertise, e com as dificuldades encontradas tanto por startups quanto por empresas consolidadas, fica claro os motivos que dificultam tanto que a inovação aconteça.

Ideia, Invenção e Inovação: Entendendo as Diferenças

Por Sandra Elisabeth

Existe uma diferença crucial entre ideia, invenção e inovação, e essa diferença está intimamente ligada à monetização!

A ideia é a identificação de uma oportunidade de produto ou serviço presente no mercado. É o famoso momento “Eureka”, quando se descobre uma solução para as necessidades dos clientes. Enquanto essa ideia não é executada, ela permanece apenas como uma ideia inovadora.

Quando se cria um protótipo ou modelo, surge a invenção, que pode ou não ser patenteada. Mesmo transformando o protótipo em produto, ele ainda é uma invenção. Só se tornará uma inovação quando for aceito pelo mercado, ou seja, quando houver monetização!

Para que a inovação aconteça, é fundamental conhecer as necessidades e desejos do mercado que se pretende atender. Assim, após o processo de ideia e invenção, o projeto pode se transformar em uma inovação.

Existem diversos tipos de inovação: radical, disruptiva, modular e incremental. Independentemente do tipo, para ser considerada uma inovação real, é preciso que haja monetização, seja através de vendas e faturamento, ou mesmo redução de custos, no caso de inovações em modelos de negócios.

O fato é que, apesar das inúmeras patentes existentes no Brasil, o índice de inovação ainda é muito baixo. Isso ocorre porque muitos projetos não conseguem atingir seus mercados alvo, permanecendo no estágio de invenção.

Relação da inteligência de negócios com a inovação

Por Sandra Elisabeth

Inovar é transformar novas ideias e produtos em sucesso no mercado, vendendo essas criações para um público-alvo específico. Os clientes buscam produtos e serviços que atendam suas necessidades e desejos, tudo a um preço justo.

Para que esse processo seja eficaz, é essencial ter informações precisas e atualizadas, geradas pelos sistemas de informação da empresa. A inovação, portanto, é resultado direto da inteligência de negócios de uma organização. Quanto mais acesso a informações e dados confiáveis, mais eficiente e facilitado será o processo de inovar.

Mas não são apenas os dados que fazem a inovação acontecer. As pessoas são a peça chave desse quebra-cabeça. Com sua criatividade e visão, são elas que transformam ideias em realidade.

Para que uma empresa seja realmente inovadora, é necessário:

  • Pessoas capacitadas e motivadas para criar inovações
  • Informações disponíveis e confiáveis para a tomada de decisão

Uma abordagem estruturada que combina talentos humanos com dados robustos é o segredo para qualquer organização que deseja liderar com inovação.

Inteligência de negócios

Por Sandra Elisabeth

A inteligência de negócios, também conhecida como Business Intelligence (BI), abrange um conjunto de estratégias, tecnologias e práticas que transformam dados brutos em informações gerenciais de alto valor.

Por meio da BI, é possível consolidar as informações de um negócio, criando uma visão abrangente que permite à empresa utilizar os dados coletados para melhorias, eliminação de deficiências e adaptação às tendências e necessidades do mercado.

Em resumo, a BI otimiza o desempenho empresarial com base no conhecimento obtido por meio da coleta, análise, tratamento e armazenamento de dados, sendo essencial para prever tendências, reduzir custos, aumentar a eficiência operacional e promover inovação nos processos empresariais, portanto, qualquer empresa, independentemente do tamanho ou modelo de negócio, pode se beneficiar da inteligência de negócios.

As empresas têm como opção a utilização de diversas tecnologias modernas para facilitar o processo de tomada de decisão dos gestores, aumentando sua inteligência de negócio.

Com a inteligência de negócios, a empresa alcança maior complexidade; crescimento; modernidade; perenidade; rentabilidade e competitividade.

As principais tecnologias aplicadas à geração de informações nas empresas são Enterprise Resource Planning (ERP) ou Planejamento de Recursos Empresariais; Sistema de Apoio a Decisões (SAD) e Executive Information System (EIS) ou Sistemas de Apoio ao Executivo.

O ERP se parte de um sistema integrado de gestão poderá integrar aplicações que coletem as informações transacionais em todas as áreas operacionais da organização; sendo constituídos por vários SPT desenvolvidos em uma mesma plataforma, com única linguagem de programação e um sistema gerenciador de banco de dados.

A tecnologia Enterprise Resource Planning (ERP) se caracteriza como pacotes (software) de gestão empresarial ou de sistema integrados visando contribuir com o gerenciamento dos negócios empresariais.

O software registra e processa cada evento empresarial oriundo das funções empresariais, por um único input ou entrada para processamento, e após a entrada e armazenamento dos dados, o software possibilita a integração de suas informações interdependentes,  disponibilizando-as para a empresa, distribuídas por nível estratégico, tático e operacional.

O ERP foi criado para o gerenciamento de atividades que ocorrem dentro de uma única fábrica e não é capaz de se expandir para atividades de planejamento que englobam muitas instalações.

Já os sistemas de apoio a decisão são tecnologias que auxiliam o executivo na tomada de decisão por meio da geração de diversos cenários de informação, fornecendo subsídios para a escolha de uma boa alternativa para a decisão.

Com base em regras “e se” para gerar cenários, o SAD é constituído por um conjunto de modelos de gestão capaz de lidar com os dados da empresa por meio de simulações, cálculos, insights, resolução de problemas matemáticos, entre outros cenários.

O SAD faz uso de bases de dados como Data Warehouse, que é um grande Banco de Dados que armazena dados de diversas fontes para futura geração de informações integradas, com base nos dados do funcionamento das funções empresariais operacionais de uma organização inteira, contemplando, inclusive, dados históricos.

E por fim, os sistemas de apoio ao executivo são softwares que funcionam como uma ferramenta de consulta às bases de dados, possibilitando a apresentação de informações de forma simples e amigável, atendendo as necessidades dos executivos da alta administração, principalmente.

O EIS não tem como função o processamento de dados operacionais das funções empresariais, apenas complementa as informações já existentes, permitindo o acompanhamento diário de resultados, tabulando dados de todas as áreas funcionais da empresa, exibindo-os de forma gráfica e simplificada, tendo como característica o uso intensivo de dados do ambiente interno e externo da empresa, contemplando acesso a serviços de banco de dados no mercado financeiro e empresarial disponível.

É claro que existem muitas outras tecnologias de informação e comunicação que podem aumentar a inteligência de negócios, como sistemas especialistas, data mining, recursos da própria Internet, automação, entre outras.

O importante é a empresa identificar o que é mais importante para ela, se planejar, e usar os dados e informações para tomadas de decisões mais eficientes e eficazes.

Planejamento do sistema de informação empresarial

Por Sandra Elisabeth

A coordenação, o controle, o planejamento estratégico e a qualidade, se concretizam na empresa a partir da organização das informações, e por isso o controle e a coordenação das operações dependem do registro adequado dos dados.

E por isso, sair simplesmente registrando todos os dados, lançando em softwares ou planilhas não é eficiente!

É preciso planejar quais dados e informações serão relevantes, como serão adquiridos, por quanto tempo devem ser mantidos, qual a periodicidade de renovação, entre outros pontos, a depender da empresa e do tipo de dado que se está usando.

Um passo fundamental no planejamento de um sistema de informação é a identificação dos processos de negócios de cada área funcional ou função empresarial, como apresentado no artigo “Funções básicas de um sistema de informação empresarial”.

Cada nível organizacional fornece dados diferentes, e precisa de informações distintas, e por isto cada nível terá uma característica diferente em seu sistema de informação.

O nível operacional, precisa registrar dos dados de transações, eventos e operações da empresa, fazendo uso de classificação, listagem, atualizações e representados por meio de listas, resumos etc., e vai utilizar um sistema de processamento de transações.

Já o nível gerencial, trabalha com o sumário das transações e versões simplificadas; realizando análises comparativas de nível baixo e médio e emitindo relatórios de rotina ou periódicos, precisando de um sistema de informações gerenciais.

Empresas com sistemas de informação mais estruturados conseguem fazer uso de modelos analíticos e ferramentas de análise para realizar simulações e diagnósticos com objetivo de análise para tomada de decisão, isto porque com as automatizações é possível se aproveitar dos sistemas de apoio à decisão.

E por fim, o nível estratégico atua com dados agregados externos e internos por meio de gráficos e projeções, utilizando para isto sistemas de apoio ao executivo.

Porém, apenas ter acesso à todos estes sistemas não é suficiente, sendo importante ainda sua integração plena, para que os membros da equipe consigam ter todas as informações necessárias para uma tomada de decisão.

O mais difícil nesta integração, muitas vezes, não é o sistema de informação em si, mas sim a colaboração efetiva entre os diversos processos de negócios da empresa, ou seja, entre os diferentes setores e níveis empresariais.

E é por isso, que o desenvolvimento de um software que dê conta de todo o sistema de informação de uma empresa é complexo! Não por problemas de desenvolvimento, mas por conta da falta de conhecimento do funcionamento de todos os processos internos da empresa, bem como das etapas que a informação passa até chegar a seu destino final.

Se sua empresa, além do software utiliza ainda diversas planilhas de suporte e apoio, saiba que é porque os processos de negócios ainda não foram integrados de forma eficiente, e que somente quando isto acontecer será possível ter tudo disponibilizado em um único ambiente de dados e informações.